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O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27), após duas semanas internado no hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de broncopneumonia. Segundo a equipe médica, a evolução clínica foi considerada “tranquila e sem intercorrências”, com resposta positiva ao uso de antibióticos e transição do tratamento para medicação oral.
Durante a internação, Bolsonaro chegou a permanecer por mais de uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após apresentar sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio e calafrios. Nos últimos dias, teve melhora progressiva, o que permitiu a alta médica.
Com a saída do hospital, o ex-presidente passou a cumprir oficialmente a prisão domiciliar temporária, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, defendida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), estabelece prazo inicial de 90 dias e foi fundamentada no quadro de saúde, com o objetivo de garantir um ambiente controlado para recuperação e evitar risco de agravamento do quadro infeccioso.
Entre as medidas impostas estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, a proibição de uso de celular ou redes sociais e a restrição de visitas, limitadas a familiares diretos, advogados e equipe médica. A Polícia Militar do Distrito Federal ficará responsável pela fiscalização, com envio de relatórios periódicos ao STF. A decisão também proíbe a realização de manifestações em um raio de até 1 km da residência. O descumprimento das condições pode levar à revogação da domiciliar.
Nos bastidores, aliados avaliam que o isolamento tende a ampliar a influência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre o ex-presidente, diante da limitação de contatos políticos. Já o senador Flávio Bolsonaro mantém agenda fora de Brasília, o que pode reduzir sua presença no dia a dia com o pai.



