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A ex-senadora Kátia Abreu oficializou neste sábado (4) sua filiação ao Partido dos Trabalhadores. A cerimônia ocorreu ao lado do presidente regional do PT-TO, Nile William, e da presidente do PT de Palmas, Rosimar Mendes. "Estaremos juntos nesta luta pela democracia e pela reeleição do presidente Lula", declarou Kátia, em vídeo divulgado pelo partido.
A trajetória política de Kátia Abreu é marcada por mudanças radicais de campo. Ela iniciou sua carreira no PFL, partido de direita que se tornou DEM e depois se fundiu com o PSL para formar o União Brasil. Em 2010, quando ainda estava no DEM e presidia a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), recebeu o prêmio "Motosserra de Ouro" do Greenpeace, em Cancún, durante a COP16, por sua defesa de mudanças no Código Florestal consideradas prejudiciais ao meio ambiente pela organização.
A aproximação com o campo progressista veio aos poucos. Kátia se tornou ministra da Agricultura de Dilma Rousseff, entre 2015 e 2016, e foi uma das principais articuladoras contra o impeachment da petista no Congresso. Em 2018, filiada ao PDT por influência da própria Dilma, integrou a chapa presidencial de Ciro Gomes como candidata a vice-presidente. Em 2022, já atuava como aliada direta da campanha de Lula no Tocantins e no país.
A filiação ao PT marca o fim de um longo ciclo de reposicionamentos e consolida, de vez, sua integração ao campo lulista às vésperas das eleições de 2026. Até o momento, não se sabe se a ex-senadora concorrerá a algum cargo ou servirá apenas de palanque para Lula em um estado que, apesar de historicamente ligado ao agronegócio, entrega vitórias ao PT desde 2002.



