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Agência Senado

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O metabolismo do Congresso Nacional

Ao menos 42 cadeiras da Câmara dos Deputados terão novos ocupantes em 2027. Seus atuais titulares decidiram disputar o Senado, em vez de tentar a reeleição. Em 2022, esse movimento envolveu 21 deputados.

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Ao menos 42 cadeiras da Câmara dos Deputados terão novos ocupantes em 2027. Seus atuais titulares decidiram disputar o Senado, em vez de tentar a reeleição. Em 2022, esse movimento envolveu 21 deputados.

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O Senado atraiu parlamentares de diferentes campos políticos nesta eleição. Segundo  levantamento do Ranking dos Políticos, 74  parlamentares com mandato em curso disputam a Casa Alta: 42 deputados federais e 32  senadores, que buscam manter a cadeira. O interesse vai além da duração de oito anos do  mandato: cabe aos senadores, por exemplo, aprovar indicações para o Supremo Tribunal Federal, a PGR e a presidência do Banco Central. Para os 42 deputados que decidiram  disputar essas vagas, a escolha deixa abertas suas atuais cadeiras na Câmara. 

Quem vai ocupá-las? Pode ser alguém sem experiência eleitoral, uma liderança que já  exerceu outros cargos ou uma pessoa próxima ao grupo político do atual deputado. Conhecer  os nomes e as origens dos eleitos não responde à pergunta que deve nos interessar: como  eles exercerão o poder que receberam? 

Há mais de dez anos acompanho a relação entre Congresso, governo e sociedade civil. Vi  propostas avançarem quando pessoas com interesses diferentes conseguiram negociar em  torno de um objetivo público. Vi boas ideias perderem força quando a prioridade passou a  ser preservar posições. Essa experiência me ensinou que a renovação política não se mede  apenas pela mudança dos membros do Parlamento a cada legislatura. Ela se revela na forma  como o poder é exercido e na capacidade de transformar decisões em bons resultados para  o país.  

Isso vale para estreantes e veteranos. Nenhum candidato merece ser considerado renovador  apenas por nunca ter ocupado uma cadeira; tampouco a experiência impede alguém de  melhorar as práticas. O que podemos cobrar de todos é clareza sobre seus votos,  transparência e ética no uso dos recursos públicos, coerência com os compromissos  assumidos e capacidade de negociar resultados para a população. 

Em 4 de outubro, conheceremos os eleitos para o Congresso. Avaliar se houve renovação  levará mais tempo. A resposta aparecerá menos na fotografia da posse e mais nas entregas.  Cabe a nós acompanhar suas decisões, cobrar os compromissos assumidos e lembrar a cada  eleito a missão que deve orientar a vida pública: servir à população. 


Fontes para edição: Ranking dos Políticos, levantamento publicado em 9/9/2026; Senado Federal, indicações de  autoridades; TSE, cargos em disputa nas eleições de 2026.





Autor

Maria Izabel Collor de Mello é especialista em relações institucionais e governamentais, com experiência em advocacy de dezenas de segmentos produtivos e em comunicação e reputação corporativa. É mentora, conselheira de empresas e cofundadora do RenovaBR.

Maria Izabel Collor de Mello é especialista em relações institucionais e governamentais, com experiência em advocacy de dezenas de segmentos produtivos e em comunicação e reputação corporativa. É mentora, conselheira de empresas e cofundadora do RenovaBR.

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