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O Senado atraiu parlamentares de diferentes campos políticos nesta eleição. Segundo levantamento do Ranking dos Políticos, 74 parlamentares com mandato em curso disputam a Casa Alta: 42 deputados federais e 32 senadores, que buscam manter a cadeira. O interesse vai além da duração de oito anos do mandato: cabe aos senadores, por exemplo, aprovar indicações para o Supremo Tribunal Federal, a PGR e a presidência do Banco Central. Para os 42 deputados que decidiram disputar essas vagas, a escolha deixa abertas suas atuais cadeiras na Câmara.
Quem vai ocupá-las? Pode ser alguém sem experiência eleitoral, uma liderança que já exerceu outros cargos ou uma pessoa próxima ao grupo político do atual deputado. Conhecer os nomes e as origens dos eleitos não responde à pergunta que deve nos interessar: como eles exercerão o poder que receberam?
Há mais de dez anos acompanho a relação entre Congresso, governo e sociedade civil. Vi propostas avançarem quando pessoas com interesses diferentes conseguiram negociar em torno de um objetivo público. Vi boas ideias perderem força quando a prioridade passou a ser preservar posições. Essa experiência me ensinou que a renovação política não se mede apenas pela mudança dos membros do Parlamento a cada legislatura. Ela se revela na forma como o poder é exercido e na capacidade de transformar decisões em bons resultados para o país.
Isso vale para estreantes e veteranos. Nenhum candidato merece ser considerado renovador apenas por nunca ter ocupado uma cadeira; tampouco a experiência impede alguém de melhorar as práticas. O que podemos cobrar de todos é clareza sobre seus votos, transparência e ética no uso dos recursos públicos, coerência com os compromissos assumidos e capacidade de negociar resultados para a população.
Em 4 de outubro, conheceremos os eleitos para o Congresso. Avaliar se houve renovação levará mais tempo. A resposta aparecerá menos na fotografia da posse e mais nas entregas. Cabe a nós acompanhar suas decisões, cobrar os compromissos assumidos e lembrar a cada eleito a missão que deve orientar a vida pública: servir à população.
Fontes para edição: Ranking dos Políticos, levantamento publicado em 9/9/2026; Senado Federal, indicações de autoridades; TSE, cargos em disputa nas eleições de 2026.




