Política

PSD oficializa Caiado na disputa presidencial e enterra disputa interna com Eduardo Leite

Escolha ocorre após saída de Ratinho Jr. e reforça guinada do partido à direita

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PSD oficializa Caiado na disputa presidencial e enterra disputa interna com Eduardo Leite

Escolha ocorre após saída de Ratinho Jr. e reforça guinada do partido à direita

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Ronaldo Caiado foi escolhido pelo PSD para disputar a Presidência da República em 2026. O anúncio será feito na tarde desta segunda-feira (30), em São Paulo, e encerra semanas de disputa interna na legenda.

A definição foi acelerada após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era considerado o favorito do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Sem o paranaense na corrida, que decidiu focar na sua sucessão em meio ao avanço de Sérgio Moro (PL) nas pesquisas, a sigla avaliou que seria difícil conter a candidatura de Caiado, que se filiou ao PSD em março após deixar o União Brasil.

Pesaram a favor do governador de Goiás sua trajetória política e o perfil associado a pautas como segurança pública e agronegócio. Caiado está à frente do governo goiano desde 2019. Antes, foi senador e deputado federal por cinco mandatos. Em 1989, disputou a Presidência da República na primeira eleição direta pós-ditadura militar, quando obteve cerca de 490 mil votos e terminou em 10º lugar. Ao longo da carreira, consolidou-se como um dos principais críticos do PT.

A escolha, no entanto, não foi consensual dentro do partido. Parte da legenda defendia o nome do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como alternativa mais alinhada ao centro. O próprio Leite criticou a decisão e afirmou que ela tende a manter o “ambiente de polarização radicalizada” no país.

Nos bastidores, a avaliação de dirigentes é que o PSD tenta ocupar espaço na disputa nacional em meio à polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o campo bolsonarista. Ainda assim, aliados reconhecem que a candidatura de Caiado enfrenta dificuldades iniciais nas pesquisas de intenção de voto.

A oficialização do nome do governador goiano como candidato ainda depende de confirmação em convenção partidária, o que deve ocorrer apenas em julho.

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Eixo Político

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