Publicado em:
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) lidera a corrida pelo governo do Ceará com 43% das intenções de voto no primeiro turno, dez pontos à frente do governador Elmano de Freitas (PT), que registra 33%. Os dados são da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (30). É a segunda rodada do instituto no estado — em abril, o cenário já era favorável a Ciro, mas a diferença era menor.
No segundo turno, a vantagem se amplia para 13 pontos: Ciro marca 48% contra 35% de Elmano — o governador mantém exatamente o mesmo percentual da rodada de abril, enquanto Ciro cresceu dois pontos, saindo de 46% para 48%. Os demais candidatos testados no primeiro turno não ultrapassam 3%: Eduardo Girão (Novo) aparece com 3% e Jarir Pereira (PSOL) com 1%.
A rejeição é outro ponto crítico para o governador. Elmano é o candidato mais rejeitado, com 39% dos eleitores que o conhecem afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Ciro e Girão empatam na rejeição, ambos com 32%.
Apesar de estar atrás nas intenções de voto, Elmano mantém avaliação razoável de sua gestão: 52% dos cearenses aprovam o governo, embora a desaprovação tenha subido de 30% em abril para 33% agora. A avaliação negativa também cresceu, passando de 19% para 23%. Questionados se o governador merece ser reeleito, 51% dizem que sim e 40% que não.
O principal problema do estado na percepção dos eleitores é a violência, citada por 53% dos entrevistados — um percentual que domina amplamente sobre os demais: saúde aparece com 18%, desemprego com 4% e educação com 3%.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados, 70% dos cearenses ainda não definiram o voto para governador — sinal de que o cenário pode se movimentar nos próximos dois meses.
Para o Senado, o ex-governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, lidera com 23% a 24% nos três cenários testados. O deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) aparece em segundo com 16% em todos eles. A segunda vaga segue indefinida: Luizianne Lins (Rede) aparece com 9%, Eunício Oliveira (MDB) com 8% a 10%, e os demais não passam de 4%. Os indecisos somam entre 20% e 21%.
A pesquisa ouviu 1.002 eleitores presencialmente entre 24 e 28 de julho. Margem de erro de três pontos percentuais. Registro no TSE: CE-09277/2026.



