Ministra Cármen Lúcia durante sessão plenária do TSE, em 7 de abril de 2026. Foto: Luiz Roberto/TSE
Eleições 2026

Cármen Lúcia antecipa saída do TSE e abre caminho para Nunes Marques assumir comando das eleições de 2026

Eleição para a nova cúpula do Tribunal está marcada para terça-feira (14); posse deve ocorrer até o fim de maio

Ministra Cármen Lúcia durante sessão plenária do TSE, em 7 de abril de 2026. Foto: Luiz Roberto/TSE
Eleições 2026

Cármen Lúcia antecipa saída do TSE e abre caminho para Nunes Marques assumir comando das eleições de 2026

Eleição para a nova cúpula do Tribunal está marcada para terça-feira (14); posse deve ocorrer até o fim de maio

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A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) que deixará o comando da Corte antes do fim do mandato, previsto para 3 de junho. A eleição para escolher os novos presidente e vice-presidente foi marcada para a próxima terça-feira (14), e a data da posse será definida até o fim de maio.

Pelo sistema de rodízio do TSE, a presidência será ocupada pelo ministro Nunes Marques, atual vice-presidente do Tribunal e integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). A vice-presidência ficará com o ministro André Mendonça, também do STF. Ambos foram indicados à Suprema Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Será a primeira vez que um indicado por Bolsonaro comandará o TSE durante um pleito nacional.

Cármen Lúcia justificou a antecipação pela necessidade de garantir uma transição organizada diante da proximidade das eleições de outubro. Se permanecesse até o fim do mandato, o sucessor teria pouco mais de 100 dias para se preparar para o pleito. "Sempre pensei que a mudança de titularidade no TSE, quando ocorre de forma muito próxima, compromete a tranquilidade administrativa. É preciso agir sem atropelos e sem afobação", afirmou.

A ministra também citou o acúmulo de funções entre o TSE e o STF como fator para a decisão. Com a saída antecipada, pretende retomar integralmente suas atividades na Suprema Corte.

A gestão de Cármen Lúcia à frente do TSE foi marcada pelo combate à desinformação, pela valorização da participação feminina na política e pelo enfrentamento da violência política de gênero. Em março, o Tribunal publicou as resoluções que vão reger as eleições de 2026, incluindo a proibição de conteúdos gerados por inteligência artificial, como deepfakes, e o aprofundamento de ações afirmativas para comunidades tradicionais e quilombolas.

Embora as diretrizes para as eleições já tenham sido divulgadas, caberá a Nunes Marques fiscalizar a aplicação das normas e conduzir todas as etapas do processo eleitoral, do registro de candidaturas à proclamação dos resultados. O primeiro turno das eleições gerais de 2026 está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro.

Autores

Mateus Oliveira é cientista político formado pela Universidade de Brasília. Fundador do portal Eixo Político, trabalhou por 6 anos na Câmara dos Deputados e passou pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Tem experiência na área de advocacy e análise política e já cobriu presencialmente as eleições do Brasil, Estados Unidos, Chile e Argentina.

Mateus Oliveira é cientista político formado pela Universidade de Brasília. Fundador do portal Eixo Político, trabalhou por 6 anos na Câmara dos Deputados e passou pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Tem experiência na área de advocacy e análise política e já cobriu presencialmente as eleições do Brasil, Estados Unidos, Chile e Argentina.

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