Parlamentares e representantes do Instituto das Cidades posam durante o lançamento da Coalizão das Cidades, em Brasília. Foto: Felipe Soares/Amelati
Política

Coalizão das Cidades é lançada em Brasília para reforçar articulações pela agenda de desenvolvimento urbano

Iniciativa reúne frentes parlamentares ligadas a habitação, saneamento e mobilidade; participaram autoridades do Poder Executivo e Legislativo

Parlamentares e representantes do Instituto das Cidades posam durante o lançamento da Coalizão das Cidades, em Brasília. Foto: Felipe Soares/Amelati
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Coalizão das Cidades é lançada em Brasília para reforçar articulações pela agenda de desenvolvimento urbano

Iniciativa reúne frentes parlamentares ligadas a habitação, saneamento e mobilidade; participaram autoridades do Poder Executivo e Legislativo

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Foi lançada nesta quarta-feira (8), em Brasília, a Coalizão das Cidades, iniciativa do Instituto das Cidades que pretende integrar frentes parlamentares e conectar governo, Congresso, setor produtivo e especialistas em torno de uma agenda comum de desenvolvimento urbano. O evento contou com a posse do Conselho da instituição e das mesas diretoras das frentes parlamentares que compõem a articulação.

A Coalizão reúne seis frentes parlamentares: Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, Gestão de Resíduos e Economia Circular, Saneamento Básico, Consórcios Públicos, Transporte Público e Integração da União Europeia–Mercosul. A proposta é reposicionar as prioridades urbanas no debate legislativo e ampliar a capacidade de incidência sobre políticas públicas de habitação, mobilidade, saneamento e infraestrutura.

Entre as lideranças empossadas, o deputado Fernando Monteiro (PSD-PE) assumiu a presidência da Frente Parlamentar em Defesa do Saneamento Básico. Na cerimônia, Monteiro destacou a relevância da pauta. "O saneamento básico é uma das agendas mais importantes para o Brasil. Estamos falando de saúde e dignidade para fazer a diferença na vida das pessoas", afirmou. O parlamentar também defendeu o fortalecimento das agências reguladoras. "Não adianta termos muitas regras e normas se não houver fiscalização. Precisamos fortalecer as agências reguladoras para garantir que o que está no papel se transforme em serviço chegando à ponta", disse.

A Frente Parlamentar de Gestão de Resíduos e Economia Circular ficou sob a condução do deputado Carlos Gomes (Republicanos-RS), e a Frente Parlamentar em Apoio aos Consórcios Públicos, com o deputado Josenildo (PDT-AP). Também estiveram presentes no lançamento os deputados Zé Neto (PT-BA), Osmar Terra (PL-RS), Clodoaldo (PV-PE) e Eriberto Medeiros (PSB-PE).

O evento contou ainda com a participação do novo ministro das Cidades, Antônio Vladimir Moura Lima, que apresentou um balanço das ações da pasta. Na habitação, o ministro, que assumiu após a saída de Jader Filho para concorrer nas eleições de 2026, afirmou que o Minha Casa Minha Vida superou a meta de dois milhões de unidades com um ano de antecedência e que o governo pretende alcançar mais um milhão ao longo de 2026, chegando a três milhões de moradias até dezembro.

"Batemos a meta de dois milhões e trezentas mil unidades habitacionais com um ano de antecedência. Vamos contratar mais um milhão, portanto chega a três milhões de moradia até dezembro de dois mil e vinte e seis", afirmou Lima. "Isso é um sonho. Isso é uma moradia. Isso é vida. Isso é família. Isso é dignidade, segurança e qualidade", completou.

Na mobilidade urbana, o ministro citou mais de R$ 50 bilhões do governo Lula em investimentos e destacou o programa Refrota, voltado à substituição da frota de ônibus por veículos elétricos e modelos Euro 6, com menor emissão de poluentes. Segundo ele, o objetivo é reduzir o tempo de deslocamento dos trabalhadores. "Você diminui esse tempo de trajeto para que as pessoas possam ter um tempo de qualidade com a família", disse.

Sobre saneamento básico, Lima informou que o governo acumula mais de R$ 60 bilhões investidos na área, com foco em abastecimento de água, tratamento de esgoto e resíduos sólidos. O ministro reconheceu que a universalização depende de parceria com a iniciativa privada. "Chegar no saneamento básico vai ser possível também em conjunção de esforços com o setor privado, um equilíbrio de recursos tanto público quanto privado", afirmou.

A programação também contou com representantes do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério de Portos e Aeroportos, do BNDES e da Caixa Econômica Federal, patrocinadora do evento. O presidente do Conselho do Instituto das Cidades, Bruno Sindona, e a diretora executiva da instituição, Beatriz Nóbrega, conduziram a cerimônia.

Para o ministro das Cidades, a continuidade do diálogo entre governo e Congresso é essencial para promover melhorias para a vida da população brasileira. "A única forma que a gente tem de construir cidades é parceria. Quatro mãos: prefeito, estado, todo o setor da construção civil e uma coligação positiva com o Congresso Nacional", disse. O ministro defendeu que as discussões promovidas pela Coalizão sejam "permanentes" para que o governo possa "continuar entregando, continuar contratando, continuar retomando obra e levando melhores condições de vida para aquelas famílias que realmente mais precisam".

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Mateus Oliveira é cientista político formado pela Universidade de Brasília. Fundador do portal Eixo Político, trabalhou por 6 anos na Câmara dos Deputados e passou pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Tem experiência na área de advocacy e análise política e já cobriu presencialmente as eleições do Brasil, Estados Unidos, Chile e Argentina.

Mateus Oliveira é cientista político formado pela Universidade de Brasília. Fundador do portal Eixo Político, trabalhou por 6 anos na Câmara dos Deputados e passou pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Tem experiência na área de advocacy e análise política e já cobriu presencialmente as eleições do Brasil, Estados Unidos, Chile e Argentina.