Política

Em evento com empresários, Zema ataca STF e propõe modelo El Salvador para segurança

Pré-candidato defendeu três "choques" em um governo seu, além da reforma administrativa, privatizações e novo regime de contratação.

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Em evento com empresários, Zema ataca STF e propõe modelo El Salvador para segurança

Pré-candidato defendeu três "choques" em um governo seu, além da reforma administrativa, privatizações e novo regime de contratação.

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) participou nesta quarta-feira (8) de uma reunião-almoço promovida pela Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN) e pelo Instituto Unidos Brasil (IUB), em Brasília. No evento, Zema foi além do roteiro econômico e fez ataques diretos ao Supremo Tribunal Federal (STF), citou El Salvador como referência de segurança pública e fez referência velada ao escândalo do Banco Master.

Sobre o STF, Zema disse que pretende enfrentar o que chamou de "aberrações que têm acontecido no Supremo Tribunal Federal" e disse que, "em qualquer democracia, país sério", membros da Corte já teriam sido punidos. "Tempos de atacar essa vergonha que tá acontecendo aqui principalmente no Supremo. Isso não depõe contra o Supremo, depõe contra o Brasil", afirmou.

O pré-candidato também fez referência velada ao caso do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Sem citar nomes, disse que o empresário morava em Belo Horizonte durante sua gestão à frente do governo de Minas Gerais e que nunca buscou acesso a ele. "Assombração sabe pra quem aparecer e não quis aparecer pra mim. E o que nós estamos vendo aqui em Brasília é a gente esticando o tapete vermelho pra assombração", afirmou.

Na área de segurança pública, Zema citou El Salvador como o modelo de referência mais bem-sucedido da história na redução de homicídios, de um dos países mais violentos das Américas ao que descreveu como um dos mais seguros, ao lado do Canadá, em quatro anos. A proposta central é tratar organizações criminosas como terroristas, com pena mínima de 25 anos sem benefícios: "o Brasil tem muito mais poder de fogo. Eu quero ver quem vai ganhar essa luta".

No campo econômico, Zema estruturou sua apresentação em torno de três "choques": moral e ético, contra o que chamou de "gastança" do governo Lula, e contra a criminalidade. Defendeu reforma administrativa, nova reforma previdenciária, privatizações — citou que, como governador, privatizou 118 empresas em Minas Gerais, incluindo a Copasa — e a criação de um regime alternativo de contratação que coexistiria com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Sobre a carga tributária, o pré-candidato do NOVO afirmou que o Brasil tem o maior nível entre países de desenvolvimento equivalente e propôs que o setor público aumente sua eficiência em pelo menos 1% ao ano para viabilizar uma redução gradual do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), previsto na reforma tributária aprovada. Para data centers, propôs que paguem energia pelo valor de geração, não pela tarifa geral, argumento que usou para criticar o que chamou de "energia cara apesar da geração ser barata".

Zema encerrou o evento citando sua gestão em Minas Gerais como prova de viabilidade das propostas que deve levar para campanha eleitoral. Afirmou ter revertido déficit de R$ 15 bilhões em superávit de R$ 4 bilhões, cortado quase 50.000 cargos e atraído R$ 530 bilhões em investimentos privados ao estado.

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Eixo Político

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