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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu nesta quinta-feira (2), durante agenda em Salvador, às críticas feitas pelos Estados Unidos ao Pix. O governo americano incluiu o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central em seu Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, divulgado em 31 de março, apontando que empresas americanas temem receber tratamento desfavorável em relação ao sistema brasileiro. "O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira", afirmou o presidente.
O documento americano afirma que o Banco Central "criou, detém, opera e regula" o Pix e que "partes interessadas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, que desfavorece os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos". O relatório também cita que instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a adotar o sistema.
A tensão em torno do Pix não é nova. No ano passado, o governo de Donald Trump abriu uma investigação interna contra práticas comerciais brasileiras que considera supostamente desleais, entre elas o sistema de pagamentos. Um dos motivos especulados é que o Banco Central teria favorecido o Pix em detrimento do WhatsApp Pay em 2020, serviço da Meta, empresa de Mark Zuckerberg, aliado de Trump. À época, o Ministério das Relações Exteriores respondeu que o Pix não discrimina empresas estrangeiras e que a gestão pelo Banco Central garante neutralidade ao sistema, citando ainda que o próprio Federal Reserve, banco central americano, testa ferramentas semelhantes.
A agenda em Salvador também marcou a saída do ministro Rui Costa da Casa Civil. Ele deixa o cargo para se desincompatibilizar e disputar uma vaga ao Senado nas eleições de outubro. A secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assume o posto. O evento, que também contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT), foi centrado em entregas do PAC na área de mobilidade urbana, com visita às obras do VLT de Salvador, que concentra R$ 1,1 bilhão em investimentos federais e já opera em fase de testes.



