Eleições 2026

Presidente do PT admite impasse em Minas e descarta apoio a pai de Hugo Motta

Edinho Silva diz que Kalil "interdita alianças" em MG e que Lula tem dois candidatos ao Senado na PB e nenhum deles é o pai do presidente da Câmara

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Presidente do PT admite impasse em Minas e descarta apoio a pai de Hugo Motta

Edinho Silva diz que Kalil "interdita alianças" em MG e que Lula tem dois candidatos ao Senado na PB e nenhum deles é o pai do presidente da Câmara

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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, admitiu nesta terça-feira (16) que o partido enfrenta um impasse na formação do palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais e descartou, na prática, o apoio do petista a Nabor Wanderley (Republicanos-PB), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na disputa por uma vaga no Senado pela Paraíba. As declarações foram dadas à imprensa durante o almoço do Movimento Brasil Competitivo (MBC).

Minas Gerais: sem nome e sem prazo

A crise no estado mais disputado eleitoralmente do país se aprofundou após a desistência do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que era o candidato preferido de Lula para a disputa ao governo estadual. Pacheco anunciou nas últimas semanas que encerrará sua carreira política ao fim do mandato. "Vou fechar o ciclo da política", disse o senador, descartando qualquer candidatura.

Com a saída de Pacheco, o PT chegou a considerar a possibilidade de apoiar Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato apoiado por Lula na disputa de 2022, quando foi derrotado por Romeu Zema ainda no primeiro turno com 35% dos votos. A aproximação, no entanto, foi descartada por Edinho Silva em termos diretos.

"No momento que ele se coloca candidato ao governo, ele interdita composições", afirmou o presidente do PT, explicando que a candidatura de Kalil ao governo impede o avanço de negociações com outros partidos que fazem parte da coligação nacional do governo federal.

Edinho confirmou, também, que Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, é o nome do partido ao Senado no estado.

Paraíba: Lula tem dois candidatos e nenhum deles é o pai de Hugo Motta

Na Paraíba, uma tensão entre o Palácio do Planalto e a Presidência da Câmara veio à tona nesta terça após Lula gravar, na segunda-feira (15), um vídeo de apoio à pré-candidatura do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que disputará uma das vagas ao Senado na Paraíba e é opositor de Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta e pré-candidato pelo Republicanos.

O gesto surpreendeu aliados do presidente da Câmara, especialmente após meses de aproximação entre Motta e o governo, incluindo durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extinguiu a escala de trabalho 6×1.

Edinho Silva confirmou que os candidatos de Lula ao Senado pela Paraíba são o ex-governador João Azevêdo (PSB) e Veneziano, e minimizou o impacto do episódio na relação com Motta. "As relações que o presidente construiu com Hugo Motta são sólidas, políticas e de interesse do país, portanto de longo prazo. Não significa que o vídeo vai estremecer essa relação", disse.

O dirigente petista deixou uma abertura formal para o futuro: "Não significa que não construirá posições com Nabor. Depende da dinâmica da política, e a política é muito dinâmica." Na prática, porém, ficou descartado qualquer apoio do presidente da República a ele neste momento.

Pernambuco: aliança com João Campos confirmada e Raquel preservada

No terceiro estado do eixo de alianças discutido por Edinho, o quadro é mais definido. O presidente do PT confirmou que o candidato apoiado por Lula em Pernambuco é o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), alinhamento natural dado que o PSB é o principal aliado nacional do governo. Na noite desta segunda, inclusive, Campos divulgou um vídeo nas redes sociais em que o presidente declara apoio explícito à sua pré-candidatura.

Edinho ressaltou que o apoio a Campos não implica em hostilidades à governadora Raquel Lyra (PSD). "Ele tem um respeito muito grande pela governadora", afirmou, sem indicar qualquer possibilidade de apoio a ela na disputa ao governo. Questionado se Lula irá a Pernambuco para fazer campanha pelo filho de Eduardo Campos, Edinho não confirmou. "Vai depender muito da agenda do presidente. Falar da agenda de campanha dele agora seria muito precipitado", disse, acrescentando que Lula "está governando" e tem entregas a cumprir até o fim do mandato.

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Eixo Político

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