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Nesta terça-feira (7), parlamentares e representantes do setor produtivo se reuniram na sede do Instituto Unidos Brasil (IUB), em Brasília, para pressionar pela manutenção da chamada "taxa das blusinhas", a alíquota de 20% sobre compras em plataformas internacionais, aprovada pelo Congresso em 2024.
O encontro foi promovido pela Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN), com apoio da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, foram convidados, mas não compareceram.
Representantes da indústria defenderam a continuidade das regras atuais. Edilson Urbano da Silva,coordenador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), afirmou que "o setor produtivo não está pedindo benefício e sim concorrência justa" e que "estamos defendendo emprego e renda" ao falar sobre indústria brasileira.
Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), seguiu no mesmo tom e afirmou que o problema não se restringe a um único segmento. "Essa competição atinge diversos segmentos e compromete a produção nacional, com impactos diretos sobre emprego e arrecadação", afirmou. Haroldo Ferreira, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), alertou que "qualquer redução da alíquota pode significar perda de empregos no país e desestruturação de cadeias produtivas".
Allan Grabarz, diretor da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), classificou o cenário como "um problema de assimetria concorrencial" que envolve "renda, emprego e sustentabilidade do mercado nacional."
A assessora de Relações Institucionais da CNC, Maria Clara Vilasboas, afirmou que houve "avanços" com o Programa Remessa Conforme, que passou a taxar as compras internacionais, mas apontou que ainda há espaço para melhorias. "Entendemos a importância do programa, mas observamos também que ainda podemos avançar por um ambiente de segurança jurídica, de maior competitividade, de maior isonomia tributária", completou.




