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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou recorrência "acima da média" de crises de soluço nos últimos sete dias, segundo boletim médico semanal apresentado ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira, 5. O documento, assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, informa que a equipe médica decidiu manter "doses elevadas das medicações específicas e rigorosa dieta com baixo teor de acidez" em razão do quadro.
Apesar do aumento nos episódios de singulto, nome médico dado ao soluço, o relatório afirma que Bolsonaro não apresenta instabilidades cardiológicas e que a pressão arterial permanece controlada. "O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando-se apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços, e desconforto aos movimentos de flexão e abdução do ombro direito", diz trecho do documento. O ex-presidente está no 35º dia de pós-operatório de uma cirurgia realizada no ombro direito.
O boletim registra ainda a manutenção de uma alteração residual na base do pulmão esquerdo, descrita como estável em relação aos exames anteriores, e aponta que Bolsonaro segue com instabilidade crônica do equilíbrio corporal, adotando medidas preventivas para redução do risco de quedas.
Prisão domiciliar vence em 25 de junho
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde 27 de março de 2026, data em que recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, após tratar uma broncopneumonia aspirativa. A medida foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, pelo prazo de 90 dias, a contar da alta médica. O prazo vence em 25 de junho, quando Moraes deverá avaliar se determina o retorno de Bolsonaro ao regime fechado ou concede eventual prorrogação.
A decisão determina que a prisão seja cumprida integralmente no endereço residencial do ex-presidente, com uso de tornozeleira eletrônica. Bolsonaro está proibido de usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indiretamente. O descumprimento das regras implica a revogação imediata da prisão domiciliar e o retorno ao regime fechado.
Condenado por tentativa de golpe de Estado
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, Bolsonaro começou a cumprir a pena em 25 de novembro de 2025. Inicialmente ficou detido na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, e foi transferido em janeiro de 2026 para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a chamada Papudinha. No dia 13 de março, após um mal-estar durante a noite, foi levado ao Hospital DF Star, onde foi diagnosticado com broncopneumonia aspirativa, o que motivou o pedido de prisão domiciliar acatado pelo STF.



