Política

FPN amplia diálogo com presidenciáveis e reúne 137 lideranças em encontro com Ronaldo Caiado

Iniciativa da FPN e do IUB reuniu 137 participantes, entre parlamentares, autoridades, imprensa e setor produtivo

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FPN amplia diálogo com presidenciáveis e reúne 137 lideranças em encontro com Ronaldo Caiado

Iniciativa da FPN e do IUB reuniu 137 participantes, entre parlamentares, autoridades, imprensa e setor produtivo

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A Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN) e o Instituto Unidos Brasil (IUB) receberam, nesta terça-feira (18), na sede do IUB em Brasília, o candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado para mais uma edição da série “O Brasil em Debate com os Presidenciáveis”. Em encontro com empresários, representantes de entidades e lideranças políticas, Caiado apresentou sua visão para o país e defendeu equilíbrio fiscal, segurança pública e melhoria da gestão como pilares para recuperar a capacidade de investimento, estimular a atividade produtiva e gerar oportunidades.

A iniciativa integra a agenda da FPN e do IUB para aproximar o setor produtivo dos candidatos à Presidência e colocar o ambiente de negócios entre os temas centrais do debate eleitoral. Economia, juros, endividamento público, segurança, educação, saúde e relação entre os Poderes estiveram entre os assuntos abordados.

Na abertura, o presidente do Instituto Unidos Brasil, Nabil Sahyoun, destacou o compromisso da entidade com a construção de pontes entre os setores público e privado e a sociedade civil organizada, por meio de um debate técnico, propositivo e pautado pelo respeito à pluralidade de ideias.

Caiado elogia Monitor do Ambiente de Negócios

Um dos destaques do encontro foi a apresentação do Monitor do Ambiente de Negócios, plataforma do Instituto Unidos Brasil que acompanha, em tempo real, o fechamento de empresas no país.

Durante os primeiros minutos da reunião, o contador mostrou que mais de 130 empresas haviam encerrado suas atividades. O número continuou avançando enquanto os participantes acompanhavam a ferramenta.

“Esse número não representa apenas uma estatística. Ele traduz a perda de empregos, renda, investimentos e oportunidades, reforçando a urgência de construirmos um ambiente de negócios mais seguro, simples, competitivo e favorável ao empreendedorismo”, afirmou Nabil.

Ao conhecer o monitor, Ronaldo Caiado aprovou e elogiou a iniciativa, destacando a importância de instrumentos capazes de mostrar de forma objetiva a realidade enfrentada pelas empresas brasileiras. O próprio candidato retomou os dados apresentados pela plataforma ao iniciar sua exposição e relacionou o cenário ao momento vivido pelo varejo, pelos prestadores de serviços, pelas famílias e pelo setor agropecuário.

Equilíbrio fiscal e ambiente produtivo

Em sua apresentação, Caiado colocou o equilíbrio das contas públicas no centro de sua proposta econômica. Segundo o candidato, a recuperação da capacidade de investimento do país depende do controle das despesas, da responsabilidade fiscal e da reconstrução da confiança na economia.

“Quando eu recebi o Estado (Goiás), o que eu fiz foi buscar o ajuste fiscal e trazer o equilíbrio fiscal, condição que eu pude avançar, aí sim, em todas as obras, em todas as ações de Estado e poder cumprir com todos os compromissos”, afirmou.

O candidato também demonstrou preocupação com o patamar dos juros e seus efeitos sobre os investimentos, avaliando que o cenário atual acaba estimulando aplicações financeiras em detrimento da atividade produtiva.

“É preferível ser rentista no Brasil do que ser investidor, porque o rentista, pelo menos, garante a inflação mais 9%. Eu não tenho essa garantia em nenhuma outra atividade no país”, afirmou.

Caiado também criticou o crescimento do endividamento público e defendeu a retomada do equilíbrio fiscal como caminho para reduzir pressões sobre os juros e recuperar a confiança na economia.

Ao tratar da relação do governo com a iniciativa privada, defendeu que o presidente da República trabalhe para ampliar mercados e criar um ambiente de previsibilidade para os investimentos.

“A função de um presidente da República é poder buscar o momento de abrir mercado. Não é de brigar com o mercado. Não é de brigar com os poderes”, declarou.

Segurança pública também é ambiente de negócios

A segurança pública ocupou parte importante da apresentação. Caiado defendeu que o enfrentamento ao crime organizado não é apenas uma questão de proteção da população, mas também uma condição para o funcionamento da economia formal.

Segundo o candidato, a expansão das facções criminosas já alcança diferentes atividades econômicas e coloca empresários diante de ameaças, aumento de custos e dificuldades para manter seus negócios.

Ao relacionar segurança e atividade econômica, Caiado destacou os impactos da criminalidade sobre os custos suportados pelo setor produtivo.

“Se é o seguro de carga mais barato, se é o seguro de joalheria mais barato, se é o seguro de carro mais barato, se é o seguro de propriedade mais barato, é porque, exatamente, a segurança pública motivou o empresariado a não ter mais esse custo”, afirmou.

Na sequência, citou estimativa superior a R$ 340 bilhões anuais de custos relacionados à insegurança para a indústria brasileira. “Isso tem um custo enorme para todos vocês que aqui estão”, disse aos representantes do setor produtivo.

Entre as propostas apresentadas, Caiado afirmou que pretende encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta para reconhecer o chamado “terrorismo doméstico”, ampliando, segundo sua visão, os instrumentos disponíveis ao Estado para enfrentar organizações criminosas. Também propôs a criação da “Sulpol”, estrutura de cooperação policial entre o Brasil e os dez países com os quais faz fronteira, inspirada na Europol.

Educação e saúde

Na educação, Caiado defendeu políticas capazes de ampliar as perspectivas de crianças e jovens e relacionou a qualidade do ensino à redução da dependência permanente de programas sociais.

“Você precisa criar uma geração”, afirmou ao defender investimentos em estrutura escolar, alimentação, material didático e condições adequadas de aprendizagem.

Na saúde, Caiado defendeu o fortalecimento do SUS e chamou atenção para a distribuição dos recursos destinados à média e alta complexidade.

Segundo ele, estados e municípios vêm assumindo uma parcela significativa do financiamento da saúde e precisam de uma distribuição mais equilibrada dos recursos federais.

“Nós sabemos o tanto que o SUS é importante”, afirmou, ao defender mudanças na forma de financiamento e distribuição dos recursos destinados aos atendimentos de maior complexidade.

A reunião faz parte da série “O Brasil em Debate com os Presidenciáveis”, promovida pela FPN e pelo IUB para aproximar os candidatos à Presidência da República do setor produtivo e ampliar a discussão sobre propostas para o futuro do país.

Com a iniciativa, FPN e IUB reforçam a importância de colocar o ambiente de negócios no centro do debate eleitoral, estimulando discussões sobre equilíbrio fiscal, segurança jurídica, competitividade, geração de empregos, investimentos e crescimento econômico.

Autor

Eixo Político

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