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O ex-ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França (PSB), negou nesta sexta-feira, 5, a informação de que seria candidato a vice-governador na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Em publicação no X, França reagiu com ironia à repercussão da notícia, antecipada pelo Eixo Político com base em fontes ligadas à negociação, e reafirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal. "Estou sabendo por vocês!", brincou.
França afirmou que a composição do time político para São Paulo é "Haddad, Márcio França, Simone e Marina", mas negou que as posições estejam fechadas. "As convenções são só em julho", disse, em referência ao prazo regimental para a formalização das candidaturas.
A tensão para fechar a chapa
A reação pública de França expõe a tensão ainda existente na aliança PT-PSB. O PSB vinha defendendo nos últimos meses uma das vagas ao Senado para o exministro, mas a avaliação interna do PT sempre foi de que a pressão fazia parte do jogo de negociação e que o objetivo do partido era garantir um cargo de maior peso num eventual quarto mandato de Lula.
Segundo fontes ligadas à negociação ouvidas pelo Eixo Político, o presidente Lula teria telefonado pessoalmente para França para tratar da composição da chapa.
A disputa, porém, não se limita a São Paulo. Interlocutores ouvidos pelo Eixo Político apontam que a pressão do PSB pela vaga ao Senado paulista se insere em um movimento mais amplo do partido, que busca também garantir o apoio exclusivo de Lula à candidatura de João Campos (PSB) ao governo de Pernambuco, em detrimento de Raquel Lyra (PSD). O PT, entretanto, não deve comprar a briga no estado para não se indispor com o PSD, que avaliam ser um ativo importante caso haja segundo turno na eleição presidencial e um bom relacionamento com Gilberto Kassab, ex-secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo e presidente do partido, é fundamental para isso. Apoiar Campos seria criar uma indisposição com Kassab, que poderia refletir no cenário nacional.
O que dizem as pesquisas
Independentemente do desfecho da negociação, os dados de opinião pública para o Senado paulista ajudam a explicar a lógica da composição em discussão. Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas registrado no TSE sob o número SP-02706/2026, realizado entre 18 e 20 de maio com 1.640 eleitores em 82 municípios do estado, aponta Marina Silva (Rede) na liderança da corrida ao Senado na Região Metropolitana de São Paulo, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e grau de confiança de 95%.
No cenário em que Simone Tebet (PSB) aparece como segunda candidata da aliança, Marina Silva lidera com 36,6%, seguida por Tebet (34,3%), Guilherme Derrite (25,1%), Ricardo Salles (18,7%), Paulinho da Força (13,6%) e André do Prado (11,3%).
No segundo cenário testado, com Márcio França no lugar de Tebet, Marina Silva mantém a liderança com 37,4%, seguida por França (27,1%), Guilherme Derrite (25,8%), Ricardo Salles (18,5%), Paulinho da Força (15,4%) e André do Prado (11,8%). A pesquisa permitia que cada entrevistado citasse até dois nomes.



