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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deve deixar o governo federal na próxima semana para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. A informação foi publicada inicialmente pela jornalista Vera Magalhães, do jornal O Globo, e confirmada pelo Eixo Político.
De acordo com interlocutores do ministro, a decisão já é considerada praticamente definida entre aliados próximos. Haddad deverá se afastar do cargo nos próximos dias e, após um breve período de descanso, iniciará as articulações políticas para organizar sua candidatura ao Palácio dos Bandeirantes.
A possibilidade de disputar o governo paulista vinha sendo discutida há semanas em conversas reservadas entre Haddad e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O tema foi tratado em encontros recentes em Brasília e também em São Paulo. Dentro do PT, a avaliação é que o ministro é o nome mais competitivo da esquerda para enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparece à frente nas pesquisas.
Segundo levantamento recente do Datafolha, Tarcísio lidera a disputa pelo governo paulista com 44% das intenções de voto, enquanto Haddad aparece com 31%. Na sequência surgem o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) e o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil), ambos com 5%, além do comentarista Felipe D’Avila (Novo), com 3%.
Aliados afirmam que a estratégia do presidente Lula é garantir um palanque forte em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, nas eleições de 2026. A avaliação dentro do governo é que a presença de Haddad na disputa estadual pode fortalecer o campo governista no estado.
Nos bastidores, também avançam as conversas sobre a composição da chapa que deve acompanhar o petista na disputa pelo governo paulista. Entre as possibilidades discutidas está a presença das ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) como candidatas ao Senado por São Paulo. Para viabilizar o arranjo, ambas precisariam mudar de partido e, no caso de Tebet, também transferir o domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para o estado. Nas negociações em curso, Marina é cotada para se filiar ao PT, enquanto Tebet poderia migrar do MDB para o PSB.



