Eleições 2026

Oposição compara situação de Bolsonaro preso à de Lula em 2018 e chama decisão de Moraes de 'autoritária'

Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio, diz que Lula recebeu visitas e publicou cartas durante a prisão

Eleições 2026

Oposição compara situação de Bolsonaro preso à de Lula em 2018 e chama decisão de Moraes de 'autoritária'

Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio, diz que Lula recebeu visitas e publicou cartas durante a prisão

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O líder da oposição no Senado Federal e coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), classificou como "autoritária" e "desproporcional" a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador de visitar o pai e ex-presidente, Jair Bolsonaro, por 90 dias.

O argumento central da oposição é a comparação com o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu prisão em Curitiba, entre 2018 e 2019. "Preso em 2018, Lula recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados, inclusive Fernando Haddad. Durante a campanha eleitoral, manifestou-se publicamente por cartas, chegando a pedir votos para o candidato que o substituiu", escreveu Marinho.

O confronto entre os dois casos tem base factual, mas envolve situações jurídicas distintas. Lula cumpria prisão em regime fechado na sede da Polícia Federal, sem medida cautelar que o proibisse de usar redes sociais ou de se comunicar publicamente. Já Bolsonaro cumpre prisão domiciliar sob medida cautelar expressa que veda o uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros, restrição imposta por Moraes e que fundamentou a decisão desta segunda-feira.

Marinho afirmou que a oposição não reivindica privilégios, mas "igualdade perante a lei", e classificou a decisão como "uma grave tentativa de silenciamento". Segundo o senador, parte do STF "abandona a necessária posição de árbitro institucional e passa a atuar, aos olhos de milhões de brasileiros, como adversário político".

Na nota, Marinho ainda afirma que "calar um preso dessa maneira é inconstitucional e representa a retomada de práticas próprias de regimes autoritários".

Moraes proibiu as visitas após Flávio divulgar, no sábado (11), uma carta escrita pelo pai, na qual o ex-presidente o descreve como seu "porta-voz" e o aponta como candidato de sua confiança para 2026. O ministro também acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para apurar possível propaganda eleitoral antecipada.

Autor

Mateus Oliveira é cientista político formado pela Universidade de Brasília. Fundador do portal Eixo Político, trabalhou por 6 anos na Câmara dos Deputados e passou pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Tem experiência na área de advocacy e análise política e já cobriu presencialmente as eleições do Brasil, Estados Unidos, Chile e Argentina.

Mateus Oliveira é cientista político formado pela Universidade de Brasília. Fundador do portal Eixo Político, trabalhou por 6 anos na Câmara dos Deputados e passou pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Tem experiência na área de advocacy e análise política e já cobriu presencialmente as eleições do Brasil, Estados Unidos, Chile e Argentina.