Publicado em:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial de 2026 em todos os cenários testados, segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). No primeiro turno estimulado, Lula tem 40% das intenções de voto, contra 28% do senador Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de 12 pontos.
Os demais nomes aparecem distantes. Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Romeu Zema (Novo), 2%. Os indecisos somam 11%, e votos em branco, nulos ou "não vai votar" chegam a 8%.
Nas simulações de segundo turno, o presidente mantém a vantagem em todos os confrontos. Contra Flávio Bolsonaro, o placar é de 45% a 37%. Diante de Romeu Zema, Lula aparece com 45% a 35%; contra Ronaldo Caiado, com 46% a 35%; e frente a Renan Santos, com 45% a 33%.
Na comparação com abril, o cenário ficou mais favorável a Lula na maioria dos duelos. No confronto com Flávio Bolsonaro, o presidente saiu de uma desvantagem, de 40% a 42%, para a atual liderança de 45% a 37%. Contra Romeu Zema, passou de 43% a 36% para 45% a 35%, e diante de Ronaldo Caiado, de 43% a 35% para 46% a 35%. A exceção é Renan Santos, único adversário a estreitar a diferença no período: o presidente tinha 20 pontos de vantagem em abril e agora lidera por 12, uma redução de 8 pontos.
A polarização com o campo bolsonarista aparece em outra pergunta. Questionados sobre o que dá mais medo hoje, 44% citam a volta da família Bolsonaro ao poder e 42% apontam mais um governo Lula, números tecnicamente empatados.
Caso Master
A pesquisa mediu a repercussão do escândalo do Banco Master. Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição, está preso por crimes como gestão fraudulenta, e a Polícia Federal (PF) investiga o envolvimento de diversos atores políticos. Para 50% dos entrevistados, "todos eles" tiveram a imagem mais afetada pelo caso. Entre os grupos citados de forma específica, a família Bolsonaro lidera, com 14%, à frente do governo Lula, com 8%.
O levantamento também aferiu as investigações que envolvem o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo, e o Banco Master. A maioria, 54%, diz não ter conhecimento do caso. Ainda assim, 62% avaliam que a investigação prejudica a campanha de Lula, e 43% enxergam o episódio como uma questão institucional do governo, contra 35% que o veem como problema pessoal do senador.
Vídeo de Michelle Bolsonaro
A pesquisa também mediu a repercussão dos vídeos em que Michelle Bolsonaro (PL) afirma ter sido humilhada por Flávio Bolsonaro, divulgados em 24 de junho, em meio a divergências sobre alianças eleitorais do PL no Ceará. No desentendimento, 42% dos entrevistados dizem concordar mais com Michelle e 18%, com o senador. Outros 22% não concordam com nenhum dos dois, 3% concordam em parte com ambos e 15% não souberam responder.
Sobre a decisão de tornar público o atrito, 45% avaliam que a ex-primeira-dama acertou e 38%, que errou. A maioria, porém, não enxerga ganho eleitoral: para 47%, a participação direta de Michelle na campanha não aumenta as chances de vitória de Flávio, contra 38% que veem efeito positivo. Metade do eleitorado acompanhou o caso: 49% já sabiam dos vídeos e 51% souberam apenas no momento da entrevista.
Questionados sobre a motivação de Michelle, 34% apontam que a ex-primeira-dama tem o desejo de disputar a Presidência no lugar do enteado, 25% citam a oposição a alianças políticas e 16%, a reação a ataques que ela teria sofrido.
A pesquisa Genial/Quaest está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07181/2026. Foram 2.004 entrevistas presenciais, com brasileiros de 16 anos ou mais, entre 10 e 13 de julho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.




