Publicado em:
Bia Kicis e Adriana Ventura vão assumir, em 2027, as presidências da Frente Parlamentar Mista pelo Livre Mercado (FPLM) no Senado e na Câmara dos Deputados, respectivamente. A nova composição foi anunciada nesta quarta-feira (28), durante encontro com parlamentares eleitos e reeleitos, em Brasília. A reunião marcou o início da mobilização para reinstalar a Frente na próxima legislatura e fortalecer a agenda de liberdade econômica no Congresso Nacional.
Realizado na sede da Frente, no Lago Sul, o encontro reuniu parlamentares para discutir prioridades como redução da burocracia, segurança jurídica, livre iniciativa e equilíbrio tributário.
Atual presidente da Frente na Câmara, Bia Kicis destacou a liberdade econômica como instrumento para facilitar a vida de quem produz e investe no país. Para a parlamentar, a atuação do colegiado contribui para dar respaldo às decisões do Congresso e avançar na redução de entraves à atividade econômica.
“A liberdade econômica é fundamental para quem produz e investe neste país. Precisamos saber o que estamos votando e contar com apoio técnico para tomar decisões com segurança. A Frente nos ajuda a enfrentar os problemas de quem quer empreender, ter segurança jurídica, menos burocracia e menos regulamentação”, afirmou.
Adriana Ventura ressaltou a importância da articulação entre frentes parlamentares para fortalecer as pautas do setor produtivo. Para a deputada, a atuação conjunta amplia a capacidade dos parlamentares de participar das decisões do Congresso e permite que diferentes integrantes liderem debates e propostas.
“O que é legal nessa Frente também é a alternância. A Frente quer que todo mundo seja protagonista”, afirmou. Adriana também destacou a contribuição das análises técnicas para o debate legislativo. “O respaldo de pautas e de temas é fundamental, porque eles fazem um trabalho de análise e deixam a gente seguro para debater.”
Marcel van Hattem defendeu que o compromisso com o livre mercado seja o critério central das análises e da atuação legislativa da Frente. Segundo ele, a preservação desses princípios deve orientar o trabalho do colegiado, independentemente do governo.
“Nunca fazer um lobby de um determinado setor, nunca apresentar uma nota técnica que não seja a defesa do livre mercado”, afirmou. Para o parlamentar, a próxima legislatura deve preservar esse compromisso na construção da agenda da Frente.
Gilson Marques, por sua vez, destacou a necessidade de explicar à sociedade os fundamentos da liberdade econômica e os efeitos das propostas em discussão no Congresso. O parlamentar colocou-se à disposição dos novos eleitos para contribuir com esse debate.
“O caminho da prosperidade, eu não tenho dúvida, é a liberdade”, afirmou.
Apoio técnico aos mandatos
Durante o encontro, o diretor executivo da Associação pelo Livre Mercado (ALM), Paulo Ganime, apresentou a estrutura que dará suporte à atuação dos parlamentares. Responsável pelo secretariado executivo da FPLM, a associação atuará na elaboração de notas técnicas, estudos e análises, no acompanhamento legislativo e na organização de debates com o setor produtivo.
Ganime afirmou que o objetivo é oferecer subsídios para a tomada de decisões e apoiar a construção de uma agenda que permita avançar na liberdade econômica. O trabalho também envolverá a análise de propostas que possam representar retrocessos nessa área.
“A associação vai trabalhar principalmente como suporte, como estrutura logística, operacional, de conteúdo e de análise técnica para os senhores poderem trabalhar da melhor forma possível”, explicou.
A programação apresentada inclui capacitações para parlamentares e assessores, encontros setoriais e a formação de lideranças temáticas. A proposta é que os integrantes da Frente coordenem discussões em áreas como energia, reforma tributária, mercado financeiro e desburocratização, com apoio técnico e de comunicação da ALM.
Com o suporte da Associação pelo Livre Mercado (ALM), a Frente pretende transformar essas contribuições em estudos, debates e propostas para reduzir entraves à atividade econômica e ampliar a liberdade de empreender no país.



