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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito nesta quarta-feira (11) para relatar uma ação que pede a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. No despacho, Toffoli afirmou que decidiu não participar da análise do caso por “motivo de foro íntimo” e determinou que o processo seja redistribuído.
“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, escreveu o ministro.
Com a decisão, caberá agora à presidência do STF encaminhar o caso para novo sorteio entre os ministros da Corte, que definirá o próximo relator da ação.
A ação foi apresentada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar recorreu ao Supremo para que a Câmara seja obrigada a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar possíveis irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.
No pedido, Rollemberg afirma que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), estaria adiando sem justificativa a criação da comissão, mesmo após a apresentação do requerimento com as assinaturas necessárias.
Mais cedo nesta quarta-feira, Toffoli havia sido sorteado relator da ação. O sorteio ocorreu cerca de um mês após o ministro ter deixado a relatoria das investigações do caso Banco Master no STF. Na ocasião, Toffoli se afastou do processo após a divulgação de informações sobre sua participação societária em uma empresa ligada a um resort no Paraná que vendeu parte do empreendimento a fundos associados ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso.
Após a saída de Toffoli da relatoria das investigações, o processo passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça.



